OS PREPARATIVOS
A idéia surgiu há uns anos, a discussão era qual a moto correta? qual o melhor destino? quanto tempo precisaria? Quem poderia me acompanhar? etc.
Seguindo o exemplo do amigo Atie Curi do Buena Vista MC, conclui que a melhor moto custo/benefício seria uma Yamaha Teneré e, como preguiçoso que sou, comprei a dele que já estava pronta.
Negócio fechado e só faltando pagar e pegar a “Kvala”, vem a notícia – a Aninha, minha companheira, estava grávida.
Com a compreensão do Atie, desfizemos o negócio e me empenhei no novo desafio. Praticamente dois anos se passaram e, só então, vi a oportunidade novamente no horizonte.
Primeiro passo, a moto! (meio de 2007). Descobri através do Marcos Nahime que o Paulinho C4 iria vender a dele, moto linda, ano/modelo 92, preta, de ótima procedência e preparada para o desafio. Preço acertado, moto entregue, vamos ao destino.
A idéia de ir até o Tocantis (por curiosidade) ou a Rondônia (para visitar parentes) estava descartada pelo tempo que seria despendido.
A Bahia me pareceu mais próxima e atraente. Destino escolhido passei a divulgar meu intento aos irmãos mais próximos.
O Leandro do Carpe Dien MT, clube do qual também sou integrante, e o Vira Lata do 100 Pressa MC de plano demonstraram interesse. O Leandro adquiriu uma Yamaha Super Teneré 96 lindona e o Vira Lata já tinha uma Honda Sahara.
Data? Como sou profissional liberal, não tenho férias, precisaria adequar o objetivo a um feriado prolongado e às férias dos eventuais companheiros.
Em abril o Vira Lata me informou que tiraria férias de 15/05/08 até 15/06/08 mas, logo no primeiro final de semana, haveria a festa de 10 (dez) anos do 100 Pressa MC (o qual já fui integrante), e eu teria uma prova no dia 18/05, ou seja, a viagem teria que ser na semana seguinte.
Optamos por tentar chegar em Porto Seguro, e voltar com calma parando onde parecesse conveniente.
Minha moto foi então enviada para a Gepeto’s Motorcycles que é responsável por cuidar (com muito carinho) das minhas motos.
Estava tudo em ordem quando, de uma conversa sem maiores pretensões, comentei que venderia a Teneré quando voltasse, ao passo que o Vira Lata disse que compraria uma moto maior na volta da viagem.
Imediatamente ofereci minha moto para ele e ele a aceitou de plano, mas e eu? Como viajaria? liguei na hora para o Leandro questionando sobre a venda da Super Teneré (já que ele praticamente não a usava e não teria como ir conosco para a Bahia), e o negócio foi fechado via telefone mesmo. Isto uma semana antes da viagem.
E lá foram as 2 motos para a oficina Gepeto’s para os cuidados do Marcão.
A festa do 100 Pressa MC foi um total sucesso, com centenas de Moto clubes presentes e minha prova ... bem ... deixa para lá.
A VIAGEM
Finalmente chegou o grande dia 19/05/08 começaria o passeio de um integrante de um clube que prega o “Aproveite o dia” e outro que prega o mototurismo “100 Pressa”.

Motociclistas Vira Lata (esquerda) e Cezinha (direita).
Como o Vira Lata estava muito cansado da festa, decidimos que dormiríamos no Rio de Janeiro, que é perto e dá para ir em poucas horas. A Alessandra dos Tribais do Asfalto MC havia nos oferecido “pouso” na casa dela e do seu marido, o Marquinhos do Papa Léguas MC.
A viagem foi super tranqüila, a rodovia dos Trabalhadores, como sempre, um tapete, a Dutra, com seu fluxo pesado, também está em ótimas condições, com suas infinitas retas (as primeiras de muitas que encararíamos), e seus medíocres pedágios, que cobram uma esmola das motos, e, na prática, serve mesmo para o motociclista “esfriar” do ritmo da estrada.
O bom, como sempre, é a Serra das Araras, com suas curvas fechadas e a vista que é maravilhosa.
Chegamos muito bem em Duque de Caxias, e fomos melhor ainda recebidos pelos irmãos Cariocas que nos brindaram com várias cervejas, camisetas e uma boa noite de sono.
Na manhã seguinte (20/05), partimos logo cedo, o objetivo era dormir em Linhares/ES, a expectativa era grande, pois, dali para frente, desconhecíamos a estrada.
Logo cedo a surpresa, o cachorro do Marquinhos e da Alê resolveu ficar com uma lembrança minha, pegou uma cueca (usada) e não a devolveu mais.
A saída do Rio de Janeiro foi tumultuada, pois tivemos que cruzar a Av. Brasil e a linha vermelha inteira, sentido ponte Rio Niterói, e pegamos todo o trânsito possível e imaginário, inclusive o meu pior buraco de toda a viagem, em pleno centro do Rio.
A ponte Rio Niterói é um espetáculo à parte, ao longo dos seus vários quilômetros a vista é incrível, a neblina era pesada e víamos o contorno dos inúmeros navios que aguardavam aportar. É preciso prestar atenção na via, senão ...

O caminho pela BR 101 até o Estado do Espírito Santo é tranqüilo, pista simples e de mão dupla, a maior parte sem acostamento, mas não tivemos surpresa alguma, pois não haviam buracos e os caminhoneiros foram solidários (aliás isto ocorreu em toda a viagem).
Ainda era cedo quando cruzamos a divisa dos Estados. O estado das estradas piora conforme se sobre pela BR 101
, mas nada que mereça preocupação.
A diferença dos Estados é de fácil constatação, o Espírito Santo possui enormes montanhas, com suas encostas lindas e que formam desenhos que exercitam a imaginação do viajante.
A cada posto que parávamos sentíamos o carinho e interesse dos demais usuários, e haja adesivo para colar ou dar !!!
Neste período percebemos que a Teneré do Vira Lata havia perdido a guia da corrente, e a mesma estava batendo e fazendo barulho, mas nada preocupante.
Curiosamente o anoitecer, “lá para aquelas bandas”, ocorre muito cedo e, por volta das 17:30hrs. estávamos em João Neiva, há menos de 50kms de Linhares, mas no total escuro da noite. Decidimos dormir nesta cidade, pois havíamos combinado de só viajar de dia.
Achamos um hotel simples, mas não muito barato (R$ 90,00 o quarto duplo) para o padrão local, e dormíamos um sono tranqüilo e cheio de expectativa pelo dia seguinte, quando pisaríamos em solo baiano.
Na manhã seguinte (21/05), acordamos cedo, tomamos o café da manhã e fizemos uma rápida revisão na moto, na verdade olhamos o esticamento das correntes e as lubrificamos.
Vamos para a estrada novamente.
Linhares/ES é uma cidade que sempre tive curiosidade em conhecer, pois cresci com a história que foi a cidade onde tomei o primeiro tabefe do meu pai por ter feito birra.
A BR101 passa dentro da cidade e, para nossa sorte, há uma concessionária Yamaha na via. Paramos à procura da tal guia da corrente e fomos orientados a procurar a loja “Só Motos”, onde fomos muito bem recebidos tantos pelos funcionários quanto pelo proprietário que nos presenteou com porta documentos, chaveiros, etc.

Compramos a guia, e fomos apresentados ao Fernando, mecânico e integrante do Criaturas do Asfalto MC. Em sua oficina tivemos a surpresa da viagem, a porca do pinhão da moto do Vira Lata havia caído na estrada e, em poucos quilômetros, o pinhão também cairia, e isso, provavelmente, causaria um acidente.
Perdemos a manhã toda aguardando o Fernando que, atenciosamente, correu a cidade a procura da tal porca.
Conserto efetuado, vamos à estrada.
Não demorou para chegarmos à Bahia, novamente, a diferença de asfalto é patente, aliás, a própria placa de divisa é muito feia.
A Bahia é formada por extensas planícies, e retas que se perdem no horizonte, a vegetação muda e passamos a ver algo que realmente salta aos olhos – a miséria.
Ao longo da via, entre uma e outra grande empresa ou plantação, vimos barracos de plástico ou de barro batido com a placa “PRECISA-SE DE ALIMENTOS”, sempre com crianças em volta, aliás, muitas crianças.
Vê-se também algumas áreas de invasão pelo MST, mas são poucas e esparsas.
A rodovia da Bahia é a que está em pior estado, mas nada desesperador como nos disseram, os buracos estão tampados e existem longos trechos sendo reformados pelo Exército, isso mesmo, o Exército brasileiro recapeando estradas ...

Já com o entardecer chegamos ao destino – PORTO SEGURO – onde fomos recepcionados por um lindo por do sol e por inúmeros “guias” que nos aguardavam nas lombadas ofertando serviços, etc.
Ao pararmos para abastecer e esticar as pernas, já em Porto Seguro, fomos abordados por um destes guias que, gentilmente, nos conduziu por alguns hotéis até decidirmos ficar no Hotel La Bella Plaza com a diária de R$ XX,XX.
Tomamos banho e fomos, a pé, conhecer a tal Passarela do Álcool, onde fomos recepcionados por uma lua digna de filme, que iluminava o mar, fazendo um “caminho” até nós, simplesmente lindo o visual.
Na Passarela do Álcool, passamos por algumas barracas e decidimos parar para comer, por falta de orientação comemos pouco e caro, mas valia o passeio.
Sabíamos da existência dos Navegadores MC, mas não tínhamos tido a perspicácia de tentar contato com eles antes (burrice pura, vocês verão porque).
Perguntamos aqui e ali até descobrirmos um local onde eles iam. No local fomos informados que eles não apareciam por lá há tempos, por via das dúvidas deixamos recado e colamos nossos adesivos.
No dia seguinte (22/05), resolvemos conhecer Trancoso e Arraial D’Ajuda, pelo mapa vimos que haviam dois caminhos, um de asfalto e outro de terra.

O recepcionista do hotel informou que a pista de terra era boa “pois o trator sempre passa lá e faz tempo que não chove”. Como estávamos com motos propicias, decidimos encarar o desafio.
Pegamos a balsa para cruzar até Arraial e seguimos viagem na companhia de carros, caminhões, bicicletas e índios (???), sim índios tipicamente vestidos e com penduricalhos para vender.
No outro lado seguimos o mapa por uma via muito bonita que, do alto, via-se o mar ao longe um local digno de se parar para fotografar.
Chegamos então à estrada de terra e percebemos, logo nos primeiros quilômetros que, embora as motos fossem on e off road, nós e os pneus não éramos !!!
Sofremos para controlar as “tenebrosas” no terreno de areia, a moto saia de frente só de olhar os grãos de areia. Mas seguimos firmes e não tivemos maiores problemas, além do parafuso que segura a proteção da corrente da minha moto ter desaparecido com a trepidação.
Em Trancoso fomos para a Praia (????) com suas águas límpidas, tranqüilas e ... frias.
Tomamos algumas cervejas, fizemos amizade com uma família de Goiânia, tomamos um banho de mar (o primeiro da viagem), e rumamos para Arraial D’Ajuda.
Em Arraial D’Ajuda almoçamos num legitimo “PF” e de cara percebemos que é o local da “badalação”, por acaso havia um encontro de cursos de medicina de todo o país, e haviam estudantes por todos os lados.

Já na praia (que não entramos), ficamos apreciando o mar e bebendo uma gostosa e gelada cerveja na companhia de um amigo do Feijão do MC Caveiras do Japi de Jundiaí/SP.
Voltamos para Porto Seguro vislumbrando o lindo pôr do sol, tomamos um banho e saímos para jantar.
Desta vez optamos por sair do roteiro turístico e procuramos um restaurante normal. Achamos um bom e barato onde matamos nossa fome.
Na volta vimos parada num bar uma Super Teneré, obviamente rumamos para ela, ao chegar mais perto, vimos outra, e outra e, finalmente, encontramos alguns integrantes dos Navegadores MC.
Tratam-se de pessoas extremamente gentis e agradáveis, das quais passamos horas bebendo e conversando, obviamente sobre moto.
Lamentamos profundamente não termos contactá-los antes da viagem, esta falha não mais ocorrerá e, como dito, foi uma burrada, pois o Sergio e o Tony trabalham com turismo e, com certeza, tinham ótimas dicas para nos dar. Ah sim, precisamos enviar um abraço especial para os “irmãos metralhas” ... vocês ainda nos pagam !!!! rs.
Voltamos para o hotel, conferimos a extensão das correntes, o nível do óleo, água do radiador, etc. e preparamos as malas, pois no dia seguinte iniciaríamos nossa viagem de volta.

Na manha do dia 23/05, após o café bem reforçado, decidimos que dormiríamos em Guarapari/ES. Como não iríamos repetir a burrice, entrei na Internet e enviei mensagem para o JEGUINHO dos Bucaneiros do Litoral via celular informando que estávamos chegando.
Em Vitória nos perdemos e, enquanto procurávamos a tal 3ª ponte que nos levaria para Guarapari, começamos a ser seguidos com buzinadas por um caminhão e, ao paramos, o motorista desceu e se apresentou com XXXXXXXXXX do MC XXXXXXXXX. Ele, muito gentilmente, nos guiou até o início da ES 060 – a RODOVIA DO SOL – que nos levaria ao destino.
Trata-se de uma rodovia em ótimo estado de conservação e que acompanha a praia ao seu longo.
Estávamos com o seguinte visual: do lado esquerdo o mar, do direito o por do sol, merecia uma foto.
Paramos para tirá-la, sem mais nem menos, meu capacete caiu da moto e rolou morro abaixo, enquanto desci para buscar, etc., perdemos o por do sol e só temos a foto dele já posto !!!
Chegamos à noite em Guarapari e fomos muito bem recepcionados pelo Jeguinho que nos levou até uma Pousada (R$ 40,00 o quarto duplo), em seguida fizemos um rápido passeio de reconhecimento de Guarapari e, depois nos encontramos com alguns Bucaneiros para uma cervejinha, pois ninguém é de ferro.

Dormimos como 2 pedras mas, logo cedo na manhã seguinte (24/05), pegamos a BR 101 novamente rumo a Angra pois, seguindo havíamos pesquisado, haveria o encontro do Clube da XT lá.
Cruzamos a divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro, cortando a capital pelo meio. Novamente encaramos um trânsito digno de São Paulo.
A “Rio Santos” (BR 101 / SP 055) é uma daquelas estradas dignas de serem filmadas e fotografadas a cada curva, pois em cada curva, uma nova e linda paisagem aparece do nada. Trata-se de uma estrada tão bela que até de carro é boa ...
Chegamos em Angra dos Reis no final da tarde do sábado, pois, como disse acima, por conta da beleza da estrada, paramos várias vezes para fotos.
Já no centro de Angra, ligamos para o organizador do evento do clube da XT, o Guerra, integrante dos Piratas de Angra, um conceituado MC do Rio.
Todavia, para nossa total surpresa, o Guerra nos informou que o evento havia sido CANCELADO mas, como estávamos lá, que voltássemos até o trevo da Petrobrás que ele iria nos encontrar.
E assim o fizemos e, antes mesmo do trevo, já fomos alcançados por ele em sua Teneré Azulona.

Sem qualquer formalidade, o acompanhamos até sua residência em um simpático condomínio à beira mar.
Chegamos e fomos muito bem recebidos por toda sua família e casais de amigos motociclistas que lá estavam.
O churrasco e a cerveja comiam soltos e, obviamente, não fizemos a menor cerimônia, pois estávamos mortos de fome.
Descobrimos a razão do churrasco, era o aniversário do Yago filho do Guerra. Com a maior cara de pau cantamos parabéns, comemos bolo, tiramos fotos com a família, etc.
Passadas várias horas, ameaçamos ir procurar um hotel, ao que fomos severamente repreendidos pela PRETA GIL, isso mesmo, Preta Gil é a esposa do Guerra, e é quem efetivamente “manda no barraco”.
Fomos obrigados a nos ajeitarmos por lá mesmo, algo que não reclamamos nadinha, ainda mais porque havia a promessa de um passeio pela Ilha Grande no dia seguinte.
Dormimos na sala, junto com os filhos do Guerra, no maior clima família, pois a molecada é nota 1000.
Na manha seguinte (25/05) nos preparamos e, de barco, fomos a uma ilha do complexo da Ilha Grande, digna de filme.

A areia branca contrastava com o mar verde turquesa, com seus peixinhos mordiscando nossas canelas e que, com a água no pescoço, dava para ver a cutícula do dedão do pé.
Como bom mané, esqueci os óculos de mergulho no continente, todavia, como bons paulistanos, conseguimos emprestados dois óculos com snorkel e, por alguns inesquecíveis minutos, nadamos em praias que só quem já foi sabe como bela são elas.
De volta ao continente, o Guerra pilotou minha Super Tenebrosa até Angra e ficou encantado.
Bom, depois de um dia cansativo à beira mar o que poderíamos fazer para descansar? Churrasco claro!
Fomos então, novamente, agraciados com a presença do Luiz, sua esposa Daniela e o filho do casal, que ficaram conosco até altas horas num papo muito agradável sobre moto e blues.
Dormimos tristes, pois sabíamos que na manhã seguinte faríamos o último trecho de nossa rápida viagem.

Logo cedo (26/05) nos arrumamos e, junto com a molecada que se arrastava para ir para o colégio, voltamos para a estrada, não sem antes, é claro, passar na Petrobrás para agradecer ao Guerra pelo carinho, estadia, passeio, etc.
E lá fomos nós de volta à Rio Santos e suas indescritíveis paisagens, passamos pela Usina Nuclear e rumamos direto para Parati.
Como o Vira Lata não conhecia Parati, fizemos um rápido tour pela cidadela que parece parada no tempo e, para nossa surpresa, nos vimos no meio de uma filmagem de época, com personagens vestidos de escravos, etc.
Mal saímos de Parati e paramos novamente, era a última divisa de Estados. Entramos em São Paulo.
A paisagem continua bela, mas as curvas ... que delícia.
Como diz a Aninha, não são curvas, são quase retornos.
Seguimos tranqüilos até a ultima parada que, por ser a última, tinha que ser com chave de ouro.
Paramos na entrada de Bertioga para comer o clássico pastel do Trevo.
Nos despedimos e partimos para o último trecho.
No inicio da Rodovia dos Imigrantes foi quando, pela primeira vez em toda a viagem, sentimos alguns pingos de chuva e passamos por neblina.
A serra estava com o trânsito pesado, como que nos lembrando que já estávamos voltando para a cidade que nunca dorme.
O último tchau foi na entrada para o Túnel Maria Maluf, de lá para frente, só carro parado, corredor e motoboy, definitivamente estava em casa.
Obviamente, mesmo todo sujo de poluição, rumei direto para o encontro da minha gatinha que, com um sorriso de orelha a orelha, me recepcionou do colo da minha mãe, me mostrando que, não importa quanto você rode, nada como seu lar e o carinho da família.
Da viagem, trouxe amigos, fotos, lembranças e o mais importante a convicção de que o espírito motociclístico é algo indescrítivel em palavras.
Ao meu companheiro Vira Lata, o que dizer ??? Já sei. Quando será a próxima ???
Fonte: texto escrito pelo Cezinha e encaminhado ao Rock Riders via e-mail.
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